Ciência aberta e a prática missiológica na Era Digital
Transparência, colaboração e a democratização do conhecimento missiológico
Palavras-chave:
Ciência Aberta, Missiologia, Acesso Aberto, Dados de Pesquisa, Memória InstitucionalResumo
A Ciência Aberta, fundamentada na transparência, colaboração e acessibilidade, apresenta-se como um paradigma promissor para a renovação da produção e disseminação do saber no campo da teologia e da missiologia. Este estudo analisa a transposição dos princípios da Recomendação da UNESCO sobre Ciência Aberta (2021) para o ambiente missionário, defendendo a compreensão da informação teológica como um bem comum a serviço da igreja global. O artigo detalha a adaptação dos sete pilares da UNESCO ao contexto das agências e seminários missionários, destacando estratégias como a publicação em Acesso Aberto, o investimento em infraestruturas digitais (DSpace e Dataverse) e o uso ético da Inteligência
Artificial para a contextualização e tradução de conteúdos. Ressalta-se a importância da Via Diamante como modelo sustentável e equitativo para a produção intelectual institucional. A aplicação de repositórios para a gestão de dados de campo baseada nos Princípios FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable) é discutida como uma solução vital para a preservação da memória institucional e a mitigação da perda de conhecimento decorrente da rotatividade de pessoal. Conclui-se que a adoção destas práticas não constitui apenas uma inovação técnica, mas um imperativo ético e estratégico para promover a justiça cognitiva e responder com eficiência aos desafios contemporâneos da missão transcultural.
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